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terça-feira, 10 de maio de 2011

Feliz Dia das Mães

No ultimo dia 08/05 domingo foi dia das Mães, esse foi meu segundo dia das mães, porem o primeiro não contava muito já que o Pablo estava com 1 mês de vida e eu nem lembrei desta data de tão concentrada que estava nos cuidados com o bebe.

Esse ano foi diferente, ganhei um pingente de ouro do marido de um menininho de boné, e do Pablo ganhei um relogio com o rostinho dele dando um lindo sorriso...

Confesso que até chorei de tão feliz que fiquei com o presente do meu filho...


Bjão
Sara Rodrigues

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Parto em casa

Não tenho nem palavras pois é um sonho meu, quase que impossível por diversos motivos, mas quem sabe se torne realidade um dia, as imagens e o vídeo diz tudo....

http://vimeo.com/22765005

terça-feira, 12 de abril de 2011

1 Ano já passou, passou depressa..

Bom meu filho está com 1 ano, 12 meses, que alegria, cada dia mais lindo, mais fofo, mais falador, mais esperto, mais malandrinho


Agora a festa vai comerçar, segure as cadeiras, as panelas, as vassouras, as portas, as gavetas, tudo tudo, pois ele acha que tudo é dele e ninguem tem direito de proibi-lo de mexer...

A festa foi linda... e claro chorei rios né, não poderia ser diferente

Ele começou a andar no exato dia de aniversario, conhecidencia ou não, está lá entre tombos e passos.... é assim começa o desprender da mamãe, continua firme e forte mamando no peito e isso acho que ainda vai se estender por um bom tempo....

Bjão

Sara Rodrigues

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Resumos dos dias


Bom faz tempo que não posto nada por aqui, vou falar  um pouco da nossa rotina.
Pablo está super mas super arteiro, e safadinho, adora uma farra e tirar sarro da cara do papai e da mamãe quando falamos NÃO para ele, ele simplesmente ri da nossa cara rsrsrs...
Temos pediatra dia 12/02 e veremos como está suas medidas, ai faço um post dos 10 meses...
10 meses isso mesmo o tempo voa e meu filhote em breve estará completando 1 aninho, festa? Não sei se faremos, mas se for feita será algo familiar só para não passar em branco, agora ano que vem quero uma festona linda para ele e para amigos, família, coleguinhas da escolinha. Pediatra, obstetra, doula  etc... etc... todos que tivermos direito de convidar será convidado....
Voltando ao desenvolvimento, está com 6 dentes tortos na boquinha já rsrsrsrs, sim já nasceu torto verei com o pediatra se é normal...
Ele adora criança e quando é um bebê menina nossa, fica louco parece um macaco gritando, mexendo as pernas e fazendo festa, quando é um menino ele fica feliz também porem aponta e só da risada não faz gracinhas... Menino safadinho...
Estou muito feliz com meu filho, com o marido não posso dizer o mesmo, ele não quer mais filhos e de tanto me denegrir (me chama de louca com um filho imagina o que eu farei com dois), acabou que nem eu quero mais filhos, ou seja Pablo vai ser filho único... acabou o sonho de dar um irmãzinho para ele, pelo menos não deste pai... mas quem sabe um dia as opiniões e desejos mudem né, espero que não seja tarde, mas do fundo do meu coração hoje posso afirmar não terei mais filho....

Bjão
Sara Rodrigues

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cordão umbilical: qual é a hora certa de cortá-lo?

Li essa matéria na Revista Crescer e achei legal compartilhar afinal porque atrasar o corte do cordão após o nascimento....

Cordão umbilical: qual é a hora certa de cortá-lo?

Um novo estudo americano mostra que esperar para cortar o cordão pode garantir a transferência de células-tronco e evitar hemorragias nos primeiros meses de vida do bebê


Você sabia que o momento de cortar o cordão umbilical do seu filho é importante para a saúde dele? Uma nova pesquisa feita pela Universidade do sul da Flórida, nos Estados Unidos, mostrou que esperar o cordão parar de pulsar para cortá-lo pode garantir a transferência de células-tronco, em um processo conhecido como transplante natural. Além disso, o atraso no corte reduz a incidência de hemorragia e a diminui a necessidade de transfusões de sangue no futuro.

Outra pesquisa, dessa vez brasileira, também reforça os benefícios desse atraso para a saúde. O estudo sugere que esperar 1 minuto para fazer o corte (ou clampeamento) do cordão aumenta a quantidade de ferro no seu organismo. Esse seria mais um fator que ajudaria na redução de anemia nos primeiros meses de vida.

Para essa pesquisa, liderada pela pediatra Sônia Venâncio, do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, foram avaliadas 224 crianças. Dessas, 109 tiveram o corte imediato e 115, tardio. Depois de três meses do nascimento foram realizados exames para verificar o nível de ferro. No segundo grupo, o benefício ficou comprovado.

A maioria dos profissionais realiza o corte na hora que o bebê nasce. Para Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio Libanês (SP), o ideal é esperar o cordão parar de bater para cortá-lo. “No útero, o sangue do bebê é oxigenado pela placenta. No nascimento, ocorre uma mudança no sistema circulatório da criança para que comece a receber oxigênio pelos pulmões. A garantia de que essa transformação aconteceu, e o bebê está preparado para respirar fora do útero, é quando a artéria do cordão pára de pulsar”, diz Pupo.

O procedimento, no entanto, gera polêmica entre os especialistas. Enquanto há estudos sugerindo vantagens do corte do cordão tardiamente, há outros que mostram riscos, como a policetemia - excesso de glóbulos vermelhos no sangue - e a icterícia, que é aquela cor amarelada da pele. “Um corte tardio faz com que a criança receba um volume maior de sangue da mãe, causando esses tipos de problemas”, diz Renato Kfouri, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP) e diretor da Sociedade Brasileira de Imunização.

De acordo com a autora do estudo, ao avaliar as complicações do corte tardio, não houve diferença de icterícia entre os grupos. “Para evitar o excesso de volume de sangue para o bebê, tomamos o cuidado de deixá-lo um minuto ligado ao cordão na mesma altura da placenta”, afirma.

Anemia e amamentação

Segundo Renato Kfouri, a prevenção de anemia pelo corte tardio do cordão pode ser mais significativa numa população em que o problema é endêmico. A anemia por deficiência de ferro está relacionada a diversos fatores. “Alguns exemplos são as gestantes anêmicas, que podem passar menos ferro para o bebê, e os prematuros, uma vez que a transferência de ferro é maior no fim da gestação”, diz. No primeiro ano de vida, o aleitamento materno é a grande prevenção da anemia.

Fontes: Sônia Venâncio, pediatra do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo; Rubens do Val Júnior, obstetra do Hospital São Luiz (SP); Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio Libanês (SP); Eduardo Cordioli, obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Renato Kfouri, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP) e diretor da Sociedade Brasileira de Imunização

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Falo mesmo


É muito comum eu ler por ai relatos de mães que não conseguiram seu “tão sonhado parto normal”, bem vamos lá...
Com 36 semanas de gestação minha barriga estava enorme e na ultima ultra meu bebe estava com mais de 3.500 kilos, então junto com o meu medico que confio tanto e é super a favor do parto normal (desde que não seja ele quem vai fazer o parto) achamos melhor  induzir ou  marcar a cesárea, mas como quero muito o parto normal vou fazer a indução (claro já sabemos o final desta história né??? ou seja faca nela), tudo isso por quê? medo do tamanho do bebê que nem é algo definitivamente verdadeiro, a margem de erro em uma ultrasom sobre o peso é muito grande, isso é falta de informação e uma pessoa sem informação é ignorante e claro o ignorante é flexível a tudo que lhe falam, pois não tem opinião formada pois não estudou, não pesquisou não se armou para ter munição para usar em uma guerra de teorias furadas...
Fiz indução e não deu certo tive que fazer cesárea, sofri com soro, com ocitocina e nada e após 6 horas o mesmo 1 cm de dilatação, mas vá, é claro que não evolui não esta na hora não passou das 40 semanas, claro que isso só poderia acabar em cesárea e sofrimento duplo, sofre com as dores da medicação forçando um parto que não vai acontecer, sofre depois com a cesárea, para que tudo isso?
É muito triste saber que se tiram um bebe antes da hora de sua casinha só por causa da ansiedade por falta de paciência de deixar a natureza agir por si só, (3 dias antes do meu parto eu estava com 3 cm de dilatação, vejo muitas mulheres com 1 cm sendo internada e tomando medicação para acelerar o parto pelo amor de Deus gente, eu levei 3 dias para dilatar totalmente sem medicação sem intervenção na minha casa no meu sossego, e a mulher acha que vai parir com 1 cm de dilatação??? Nunca né).
Bom o que eu quero dizer com toda essa ironia, é que se querem um parto normal, a primeira coisa que você mulher tem que ter, é opinião própria, pois muita gente ao seu redor vai te criticar, se meter na sua gestação, contar historias terríveis sobre partos normais mal sucedido e bla bla bla,  a segunda é informação, ela vai te ajudar e te acalmar muito sobre todo medo e fantasmas que criamos sobre a hora do parto, e claro um bom olheiro (rsrsrs), esse olheiro pode ser parteira ou um obstetra,  digo olheiro pois no parto normal a protagonista de todo o filme é você e seu filho e não um médico cheio de intervenções, o medico nesse caso é para olhar e intervir em uma emergência,sim são raros os médicos competentes no mercado que sabem administrar um parto normal, que sabem que seu lugar é ali como telespectador e não como protagonista, só vai agir em emergência, E acima de tudo você tem que ter paciência esse é o segredo, ter muita paciência, pois a ansiedade e a pressa atrapalha muito a evolução do parto,  você tem que ter em mente que seu filho pode estar pronto para nascer com 38 semanas como também pode querer nascer somente após as 40 semanas, e se você e ele estão bem, não tem porque temer, parto normal não tem dia nem hora para acontecer,  o mágico de tudo é isso, ser surpreendida por contrações,  por perda de tampão, por bolsa se rompendo, bebe fazendo força para sair, tudo isso na hora dele no momento dele, na hora em que ele quiser e se sentir pronto para vir ao mundo e viver o que a vida lhe oferecer, e você fazendo força no seu tempo no seu momento e de seu filho.
Parir é simples, não aceite desculpas esfarrapadas de médicos que não querem seu bem, se informe pois você saberá na hora quando seu medico disser que é necessário  fazer uma cesárea de emergência, pois eu não sou contra a cesárea eu sou é contra a falta de informação e ao modismo, se tu quer uma cirurgia de grande porte para ter seu filho então tenha é uma opinião e escolha sua, agora se você quer parir se informe não se deixe enganar e perder a chance de sentir a melhor emoção e sensação deste mundo,  que é a hora que seu filho sai de dentro de você, e você para e  e afirma: Foi para isso que  Deus me envio nessa terra, foi para colocar você meu filho nesse mundo.
Bjos
Sara Rodrigues

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Por que a forma de nascer é importante

Os Aztecas, alguns séculos atrás, antes da invasão espanhola no que hoje se chama México, costumavam pegar seus bebês assim que saiam do ventre materno e mergulhá-los em água gelada. Se sobreviviam queria dizer que estava aptos à vida na Terra, se não tchau.

Um povo guerreiro tinha que testar seus membros desde o primeiro minuto de vida. Era uma questão de continuidade de sua civilização. Seu objetivo era ter cidadãos fortes e resistentes, de modo que agiam coerentemente com suas expectativas e necessidades sociais.

Nossa sensibilidade moderna nos proíbe sequer demorar sobre um pensamento desses. Os Aztecas nos parecem bárbaros e brutos. Vejamos então como é um nascimento hoje.

Uma mulher está grávida, se por opção ou não não faz diferença. E aqui já começa um pequeno problema. As mulheres aztecas provavelmente não tinham muita escolha e talvez nem cogitavam ter outras ocupações fora a casa, a família e as redondezas. Mas suas irmãs modernas sim. Portanto, para uma mulher hoje engravidar sem querer é um fardo que pode ser absorvido em sua vida, dependendo do parceiro, da família, das condições econômicas, de seu momento profissional, ou pode permanecer uma cruz que ela deverá carregar. Um pouco de psicologia já é suficiente para saber que uma maternidade assim começada não é um bom sinal. Se é verdade que os bebês são gostosinhos e encantadores, é também real a drástica mudança e o sacrifício radical que eles demandam, às mulheres, sobretudo (e, às vezes, unicamente).

A gravidez então prossegue. A mulher começa um pré-natal – particular ou público. Encontra um médico obstetra ou uma parteira (no Brasil são as enfermeiras obstetras, pouquíssimas atendem de fato partos, apesar de serem formadas para isso). Os meses transcorrem aparentemente tranquilos (numa gravidez de baixo risco, ou seja em 90% dos casos), mas na verdade muitas das dúvidas e medos e curiosidades da mulher não foram esclarecidas porque uma vez posto o pé no consultório médico bate aquela insegurança que nos faz sentir tão sem graça se indagarmos, perguntarmos, duvidarmos. Então ficamos quietas; afinal, eles “sabem”.

O parto se aproxima e a nossa ansiedade cresce. Recorremos a amigas, parentes, vizinhas. Novelas e filmes nos confirmam as imagens inquietantes que já adquirimos. Parto dói. E o desconhecido dói mais ainda. Quando ousamos avançar alguma pergunta ao médico ele dá respostas vagas: vamos ver na hora do parto com vai ser; não se preocupe, tem a anestesia; esses medos são normais, mas vai ver que vai dar tudo certo; deixe comigo, tenho uma prática de 30 anos... e etc. Ela sai do consultório de mãos vazias e na mesma.

Quando chegam as primeiras dores, pega de surpresa, corre para o hospital. É posta numa cadeira de rodas (quando até o dia anterior o mercado e seu patrão exigiam que ela trabalhasse porque “gravidez não é doença”). Seu marido fica preso na entrada preeenchendo papeis enquanto ela é levada para um quarto, onde, após ter sido despida de todo e qualquer objeto pessoal (que a identifica como Maria, Sandra ou Marcela) é posta numa cama, enfiado um “soro” (ocitocina sintética) em sua veia e amarrada uma cinta em volta de sua barriga (monitor fetal). E deixada lá.

As dores vão se intensificar cada vez mais, ela vai se assustar. Não entende. Nem seu corpo entende esse bater insistente das contrações rápidas que não deixam tempo para pegar fôlego. De vez em quando entra uma enfermeira, controla o gotejar do soro, dá umas mexidas, faz um toque para conferir a dilatação, observa o gráfico exibido num monitor ao lado, dá uma olhada na mulher para conferir se respira e vai embora.

A dor se torna insuportável. Os quadris e as costas doem (deitada de costas é a pior e mais dolorosa posição para dar à luz), a barriga fica dura, parece que vai explodir, a cama é insuportavelmente desconfortável, mas ela está lá amarrada. E só. Começa a gritar. Na sua cabeça voltam as imagens de novelas e os relatos mórbido de conhecidas: sim o parto é insuportável. Quero a anestesia!

A porta se abre, entra gente com cara assustada. Agitação em volta. Anestesista chegando. Ela senta, preparam suas costas, a agulha entre em sua espinha dorsal e ela.... relaxa.... Maravilha. A dor passou. Já não sente mais nada. Na verdade não sente mais o parto, assim como o resto de seu corpo da cintura para baixo.

É levada para a sala parto, que é uma sala cirúrgica. Quando chega a hora do expulsivo, ela semireclinada não consegue fazer força, já não sabe mais onde fica a parte de baixo de seu corpo. Um gentil senhor profissional de saúde então se aproxima e usando seu antebraço como um rolo amassa sua barriga, do estômago para o pubis (Manobra de Kristeller). O bumbum apoiado na cama em relação com o osso sacro produzem uma leve subida de modo que o bebê para sair deve primeiro subir (só para complicar-lhe a vida) e o corte (episiotomia) é realizado, um corte diagonal profundo que pega o músculo do períneo.

Duas mãos enluvadas agarram a cabeça do bebê e o passam para outro par de mãos enluvadas que o apoiam sobre uma mesa. O ar condicionado está gelado, o bebê saiu de uma temperatura de pelo menos 35 graus, no escuro e no aconchego seguro do ventre de sua mãe. Seu corpo esteve escorado pelo dela por meses. Agora está “ao ar livre”, no frio, sem apoios, solto. Chora, porque está com medo, sente desconforto e ansiedade. Os profissionais de saúde olham e enxergam um bebê vivo e que está bem. Ele é mostrado à mãe, enrolado em anônimos panos verde porque está frio. Nada de quentinho contato pele-a-pele. É levado para o berçário e lá fica por um tempo interminável. Ele chora. Ninguém atende. Se atendem lhe é dada uma chuquinha de glicósio para que se acalme. Finalmente dorme, exausto e só. Nada de peito, de cheiro da mãe, de calor da mãe, de olhos da mãe.

Ele já teve sorte porque até poucos anos atrás, as mãos que primeiro o agarravam também o soltavam pelo ar segurado pelos tornozelos e sua coluna até então enroladinha se esticava repentinamente provocando um choque que o fazia chorar. O médico ficava satisfeito, o bebê estava vivo. Se feliz também não sei.

Quando o parto é cesárea, a mãe deitada numa maca estreita tem os braços amarrados, como numa cruz, e o contato com o bebê é ainda mais distante e demorado.

Frédérick Leboyer, médico obstetra, foi um dos primeiros a sacudir a pia convicção de que o nascimento padrão era uma experiência positiva para o bebê. Ele é o autor de: “O bebê sorrindo”, ou na versão original (em francês): Nascer sem violência.

Nas últimas décadas chegou-se à certeza de que o bebê sente! Aliás, sua sensibilidade está à flor da pele, ainda não adquiriu o cascão de insensibilidade que permeia tantos adultos. O psquisismo intra-uterino do feto recebe os inputs do mundo externo e sobretudo daquele interno da mãe. O medo e as angústias dela chegam até ele. Por que haveria de ser diferente?

O que descrevemos é o parto moderno, ou seja “medicalizado”. Parto como doença, como um problema que o médico resolve, como um estorvo que se precisa remediar. Esqueceu-se que o parto é um processo fisiológico, o que significa que o corpo feminino está apto para dar à luz. Nasceu competente e capacitado. Os cursos de preparação para o parto só existem para reelembrar a mulher do que ela já sabe e pode fazer. E nesse sentido são indispensáveis.

O parto é conduzido por uma série de hormônios sensíveis às condições ambientais e emocionais da mulher (são produzidos se ela estiver bem, confiante, sentir-se acolhida e protegida num local seguro). O principal hormônio responsável pelo parto se chama ocitocina. Seu apelido é “hormônio do amor” porque ele está presente em todas as nossas relações prazerosas, como sexo, parto, refeições partilhadas, amamentação. A ocitocina faz as contrações acontecerem e sua produção alcança o pique máximo (que nunca mais será repetido na vida da mulher) logo após o nascimento, quando bebê e mãe deveriam estar em contato íntimo se reconhecendo e vendo pela primeira vez. Não a caso, em partos domiciliares naturais o pós-parto é eufórico. A mulher está pronta, atenta, bem. Levanta, toma banho e faz comida. Este estado pode durar dias. Eu mesma, três dias depois do nascimento de minha filha, queria repetir a dose.

A ocitocina sintética, gotejada na veia da mulher durante o trabalho de parto, acelera as contrações mas não tem as mesmas consequências comportamentais daquela natural. Ela não promove o vínculo. As endorfinas não são liberadas. Com a intensificação artificial das contrações a anestesia se torna uma rotina inevitável, pois o relaxamente entre uma e outra, que no parto natural permite ao útero e às emoções se recuperarem, agora é curto demais. A ocitocina artificial é como uma manada de búfalos carregando para cima da gente.

A anestesia é um recurso muito usado hoje em dia em todos os campos da medicina. A vantagem é que a dor passa. Mas, pela anestesia, perdemos qualquer tipo de controle sobre o nosso corpo e não vamos saber o que acontece conosco. Mesmo a manobra mais desajeitada do profissional mais incompente vai passar despercebida. No parto, a anestesia elimina a mulher como sujeito ativo do parto e reafirma o parto como um evento médico. É o médico que “faz” o parto, não ela. Existem hoje em dia médicos obstetras e anestesistas que conciliam o alívio artificial da dor com o ativismo da mulher, dando combinações analgésicas em doses que permitem andar e fazer força. Mas isso ainda não é comum.

A ausência da participação materna no nascimento é problemática. Experimentos com ovelhas mostraram que quando à mãe dá à luz com uso de anestesia, ela não reconhece seu filhote e o desconsidera. A isso se deve acrescentar que o bebê nasce drogado em total oposição ao sentido do nascimento que é um ato heróico: um novo ser vem ao mundo com esforço e em parceria com sua mãe (trabalho de parto). Este processo, além de limpar suas vias respiratórias (evitando que tubos no nariz e na garganta lhe sejam enfiados logo em seguida), permite-lhe expressar sua dignidade e valor. Ele pode. Ele é.

O começo da vida sempre foi e ainda é um rito de passagem. Qual é o sentido dos ritos modernos do nascimento? Mulheres passivas e assustadas, desenraizadas da centenária sabedoria feminina do dar à luz (e amamentar), nas mãos de médicos assépticos, distantes, educados, sorridentes e frios. Bebês impedidos de entrarem nesse mundo seguindo seu tempos e rítmos (cesáreas eletivas sem trabalho de parto, indução de parto), e manipulados como objetos, delicados mas sempre objetos. Mulheres e bebês começam respectivamente a maternidade e a vida pela amputação de sua força e coragem. São impedidos de afirmarem-se como subjeitos autônomos, individuais, únicos e competentes. O que se encaixa perfeitamente numa perspectiva de vida de seguidores e não de autores. Não sóis que ilmuninam seus próprios caminhos e contribuem para o aclaramento do que está à sua volta, mas pequenas luas que refletem a luz de fora.


Adriana Tanese Nogueira é filósofa, psicoterapeuta e escritora. Formada em Filosofia (Milão, Itália), e Psicologia Pós-Junguiana (linha Silvia Montefoschi, Milão, Itália) e Mestre em Ciências da Religião (Puc/SP), é idealizadora e coordenadora da ONG Amigas do Parto.

Artigo publicado no Jornal AcheiUsa, ano 8, n. 215 e 216 de Out.-Nov. 2008

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Falta de respeito a decisões alheia!!!

Essa semana começou bem mas bem mesmo, eu toda quebrada de sono, e para ajudar minha mãe resolveu despejar o caminhão de amarguras, de neuras, de frustrações de ódio sobre mim.
Sim me agrediu verbalmente, menos mal né, poderia ter sido fisicamente rsrsrs, tudo começou pelo fato de um mal entendido onde meu filho se assustou e chorou, eu acabei me assustando tmb em vê-lo chorar desesperadamente e gritei com ela um pqp (confesso errei mas na hora do desespero mãe não pensa), e tomei ele dos braços dela, fiquei muito nervosa com a situação e sai da casa dela e fui embora para a minha casa, isso tudo no sábado.
Domingo não fui na casa dela pois tinha muitas coisas para por em ordem e ela me ligou e claro eu estava cansada e sabia que viria briga conheço a peça, estava fazendo um bolo e fiquei de ligar depois, só que foi passando o dia e quando eu vi já tinha amanhecido segunda feira.
Pois bem, ela me liga na empresa onde eu trabalho, soltando os cachorros, falou poucas e boas dizendo que eu não tenho respeito por ninguém não respeito ela, que eu gritei com ela (como ela é santa né... vive gritando com minha avó e agora exige respeito, respeito tem, quem dá ,essa é minha opinião mas enfim só gritei pois me assustei, não sigo exemplos mal dela), conclusão eu desliguei o telefone na cara dela, bastou um  grito meu no sabado para ela por para fora tudo que já estava engasgada, após eu ser mãe, me tornei mais eu, e não aceito opiniões ultrapassadas de ninguém, muito menos dela, na criação do meu filho mando eu e o pai dele.
Ou seja a confusão se formou  eu sei bem por quê, tudo pelo simples fato de  eu ter uma visão diferente dela de criar filhos e claro que a inveja dela tmb, pois nunca vi uma mãe ter inveja das coisas do filho, mas definitivamente ela tem inveja, o mundo mudou a ciência descobriu muitas coisas novas, coisas boas e ruins só que ela não aceita, ela sempre diz crie vcs assim e assado e nunca morrerão,  claro, e falou também que se meu filho fica doente a culpa é minha, e que se ele fica doente eu sou uma péssima mãe, e que eu sou louca que tenho que me internar e bla bla bla, entre outras coisa que ela falou, mas que não compensa dar credito aqui.
Eu sei, roupa suja se lava em casa, mas queria desabafar afinal tenho blog para isso,  pois é demorou muito para ela enfurecer sobre minha vida e jogar na minha cara como forma de retaliação.
Enfim escolhemos os amigos mas não a família, eu não sei muito bem  ainda  como criarei meu filho, mas tenho a certeza de como não criarei.

Bjos