sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mecônio é sinal de sofrimento fetal?

Muitas mães tem pânico em ouvir falar de mecônio. Mecônio é o cocô verde que o bebê libera nos primeiros dias de vida, e algumas vezes na barriga da mãe. Quem nunca ouviu uma vizinha contando que o bebê da sobrinha engoliu mecônio, que o bebê da neta aspirou mecônio, que o médico marcou a cesárea porque o bebê tinha feito cocô na barriga…

Vamos desvendar os mitos agora!

Há dois motivos para eliminação de mecônio durante a gravidez: MATURIDADE FETAL, porque o intestino está funcionando a contento, o que é um bom sinal, e SOFRIMENTO FETAL, porque quando o feto está mal oxigenado aumenta a contratilidade dos intestinos e relaxam-se os esfíncteres (como quando estamos em uma situação de estresse).

Em um feto bem oxigenado, que elimina mecônio apenas porque está maduro, sua presença não traz maiores (aliás, nem menores) problemas. Esse feto maduríssimo e pronto para evacuar a cada instante também urina dentro da barriga. A urina é a principal fonte de produção do líquido amniótico, e quanto mais líquido mais fácil fica de o mecônio se diluir. Um bom volume de líquido amniótico indica que os rins fetais estão funcionando a contento, bem perfundidos (ou seja, o sangue chega lá e irriga bem os rins). Esse mecônio diluído dá o aspecto que chamamos de “tinto de mecônio” ou “mecônio fluido”. Aí, também, sem repercussões desfavoráveis. Evidências ultra-sonográficas sugerem que o feto pode evacuar algumas vezes dentro do útero e, ao nascimento, encontrar-se líquido CLARO.

Se o líquido amniótico está diminuído, não há como diluir o mecônio, aí temos o MECÔNIO ESPESSO, podendo mesmo assumir o aspecto característico de papa de ervilhas”. A preocupação nesse caso é com o motivo pelo qual o mecônio está espesso, porque o líquido amniótico pode estar diminuído fisiologicamente no final da gravidez e nas gestações pós-termo (que ultrapassam 42 semanas) ou por insuficiência placentária, reduzindo o fluxo sanguíneo para os rins fetais.

O risco de aspiração do mecônio e desenvolvimento de um quadro de pneumonite grave (Síndrome de Aspiração Meconial) é a maior preocupação nesses casos de mecônio espesso. Entretanto, o quadro só ocorre em bebês em sofrimento, que fazem movimentos de ‘gasping’ dentro do útero e, ao nascer, não têm os mecanismos fisiológicos para ‘clarear’ o mecônio.
Bebês hígidos, saudáveis, podem até aspirar mecônio mas os mecanismos pulmonares normais entram em ação para eliminar esse mecônio.

Concluímos, portanto, que o fundamental é distinguir se o bebê se encontra ou não em sofrimento. A ausculta dos batimentos cardíacos fetais (BCF) continua sendo a forma não-invasiva mais eficiente de se monitorizar o bem-estar fetal, podendo ser realizada de forma intermitente (com o sonar Doppler) ou contínua (pela cardiotocografia). Uma boa ausculta fetal durante o trabalho de parto é tranquilizadora. Se há alteração dos batimentos e a freqüência cardíaca fetal assume um padrão “não-tranquilizador”, está indicada a antecipação do parto, que pode ser por cesariana ou, se o evento ocorre no período expulsivo, através de fórceps ou vácuo-extração.

Alguns estudos apontam para um possível efeito benéfico da amnioinfusão(instilação de soro na cavidade amniótica por via cervical), no sentido de prevenir as desacelerações freqüentes nos casos de oligo-hidrâmnio, porém ainda não há evidências suficientes para apoiar sua indicação rotineira. De acordo com a revisão sistemática da Cochrane, o procedimento pode levar a redução das taxas de cesariana por ‘sofrimento fetal’.
Esse texto foi escrito pela Dra. Melania Amorim, Obstetra renomada e completamente a favor do Parto Humanizado.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Leite de Bar

Resolvi por impulso na hora do nervoso que iria dar leite artificial para o Pablo, cansada de todo mundo criticar o aleitamento, que eu sou louca, que eu trabalho fora e tinha que parar de ficar tirando leite e bla bla, que meu leite já não sustenta mais etc, eu sei que tudo isso é lenda mas eu me cansei definitivamente por algumas horas após a pedagoga do berçario me orientar a pedir para o pediatra do meu filho que autorize outro leite, já que ele estava doente e não estava pegando a mamadeira (se o ped do meu filho sabe disso ele autoriza é tirar ele deste berçario isso sim rsrsrs), e claro como elas não tinha o que dizer da doença dele atacou meu leite, disse que ele fica com vontade de mamar a mamadeira dos outros amigos e etc, bom mantive a calma e falei para ela que iria conversar com o pediatra, claro que minha vontade era xingar a mesma e dizer que meu filho nao sabe que na mamadeira dos colegas tem outro tipo de leite, mas me contive e liguei para o ped, ele me disse para dar Leite Integral tipo A, isso mesmo leite de saquinho sabe aquele que tomavamos quando eramos pequenos, pois é, claro que eu não me manifestei pois confio muito nele e ele claro que jamais iria mandar eu dar formula né, antigamente nao existia isso de Nan, Ninho,Aptamil etc tantos leites que tem por ai.... e claro concordei com ele e fiquei feliz afinal odeio leite de lata são fedidos... mas ... mas.... não darei outro leite por enquando, já me acalmei e eu que sei o que é melhor para o meu filho e não a pedagoga infeliz....

Segue um explicativo dos tipos de leite

tipo A - classificação + alta - (ordenha mecânica)alta tecnologia de extração, leite industrializado na própria fazenda... todo o leite do mesmo rebanho. Antes do processamento deve ter no máximo 10.000 germes por ml e na saída para o mercado somente 500.

tipo B - classificação média - (mecânica)diversos rebanhos -extraído por ordenha mecânica, sem nenhum contato com o ambiente e imediatamente resfriado e transportado em caminhões isotérmicos ate o laticínio. Na chegada para o processamento deve ter no máximo 500.000 germes por ml e na saída para o mercado 40.000.

tipo C e LONGA VIDA - classificação + inferior - (manual) sem exigências de maiores cuidados com higiene e meio ambiente e armazenados e transportados sem refrigeração. Por serem produzidos de forma rudimentar e terem, em conseqüência, uma já esperada baixa qualidade, estão dispensados de analise bacteriológica na chegada ao laticínio, podendo apresentar uma quantidade indeterminada de bactérias. Só diferem no processo industrial. tipo C - 150.000 germes por ml
tipos A, B e C - pasteurizados; LONGA VIDA - esterelizado
A pasteurização reduz parcialmente a contaminação e só elimina mesmo as bactérias nocivas à saúde do homem. A esterilização acaba com tudo e não só com as bactérias nocivas.

LEITE TIPO A, B E C

LEITE TIPO A:
É um leite de excelente qualidade microbiológica e pode ser consumido, desde que resfriado e armazenado corretamente, de 5 dias a 7 dias após a pasteurização. o leite Tipo A não pode ser transportado cru, e por isso, tem que ser pasteurizado e embalado na própria fazenda. A legislação brasileira só permite a produção do leite Tipo A integral (teor de gordura 5,6%), ou seja que não é retirado nenhuma parte da gordura. Não existe leite Tipo A desnatado ou semi desnatado, cujo teor de gordura é de menos 0,5% e 0,2% respectivamente.

LEITE TIPO B:
É um leite de boa qualidade. Porém a contagem de microorganismos no momento da pasteurização se encontra em níveis mais elevados, pelo menor controle da higiene na produção e na refrigeração. Há um maior intervalo entre a ordenha (na fazenda) e a pasteurizacão (nos laticínios). O leite tipo B, também só é encontrado na forma integral.

LEITE TIPO C:
É um leite de baixa qualidade, inclusive, com modificação no sabor pelo elevado número de bactérias antes da pasteurização, pois o leite é entregue na plataforma dos laticínios na temperatura ambiente. E a conseqüência é uma vida de prateleira muito curta, menos que 3 dias. Alguns cientistas da área de alimentação não recomendam o consumo desse leite.
 
Bjos
 
Sara Rodrigues

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Resumos dos dias


Bom faz tempo que não posto nada por aqui, vou falar  um pouco da nossa rotina.
Pablo está super mas super arteiro, e safadinho, adora uma farra e tirar sarro da cara do papai e da mamãe quando falamos NÃO para ele, ele simplesmente ri da nossa cara rsrsrs...
Temos pediatra dia 12/02 e veremos como está suas medidas, ai faço um post dos 10 meses...
10 meses isso mesmo o tempo voa e meu filhote em breve estará completando 1 aninho, festa? Não sei se faremos, mas se for feita será algo familiar só para não passar em branco, agora ano que vem quero uma festona linda para ele e para amigos, família, coleguinhas da escolinha. Pediatra, obstetra, doula  etc... etc... todos que tivermos direito de convidar será convidado....
Voltando ao desenvolvimento, está com 6 dentes tortos na boquinha já rsrsrsrs, sim já nasceu torto verei com o pediatra se é normal...
Ele adora criança e quando é um bebê menina nossa, fica louco parece um macaco gritando, mexendo as pernas e fazendo festa, quando é um menino ele fica feliz também porem aponta e só da risada não faz gracinhas... Menino safadinho...
Estou muito feliz com meu filho, com o marido não posso dizer o mesmo, ele não quer mais filhos e de tanto me denegrir (me chama de louca com um filho imagina o que eu farei com dois), acabou que nem eu quero mais filhos, ou seja Pablo vai ser filho único... acabou o sonho de dar um irmãzinho para ele, pelo menos não deste pai... mas quem sabe um dia as opiniões e desejos mudem né, espero que não seja tarde, mas do fundo do meu coração hoje posso afirmar não terei mais filho....

Bjão
Sara Rodrigues

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cordão umbilical: qual é a hora certa de cortá-lo?

Li essa matéria na Revista Crescer e achei legal compartilhar afinal porque atrasar o corte do cordão após o nascimento....

Cordão umbilical: qual é a hora certa de cortá-lo?

Um novo estudo americano mostra que esperar para cortar o cordão pode garantir a transferência de células-tronco e evitar hemorragias nos primeiros meses de vida do bebê


Você sabia que o momento de cortar o cordão umbilical do seu filho é importante para a saúde dele? Uma nova pesquisa feita pela Universidade do sul da Flórida, nos Estados Unidos, mostrou que esperar o cordão parar de pulsar para cortá-lo pode garantir a transferência de células-tronco, em um processo conhecido como transplante natural. Além disso, o atraso no corte reduz a incidência de hemorragia e a diminui a necessidade de transfusões de sangue no futuro.

Outra pesquisa, dessa vez brasileira, também reforça os benefícios desse atraso para a saúde. O estudo sugere que esperar 1 minuto para fazer o corte (ou clampeamento) do cordão aumenta a quantidade de ferro no seu organismo. Esse seria mais um fator que ajudaria na redução de anemia nos primeiros meses de vida.

Para essa pesquisa, liderada pela pediatra Sônia Venâncio, do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, foram avaliadas 224 crianças. Dessas, 109 tiveram o corte imediato e 115, tardio. Depois de três meses do nascimento foram realizados exames para verificar o nível de ferro. No segundo grupo, o benefício ficou comprovado.

A maioria dos profissionais realiza o corte na hora que o bebê nasce. Para Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio Libanês (SP), o ideal é esperar o cordão parar de bater para cortá-lo. “No útero, o sangue do bebê é oxigenado pela placenta. No nascimento, ocorre uma mudança no sistema circulatório da criança para que comece a receber oxigênio pelos pulmões. A garantia de que essa transformação aconteceu, e o bebê está preparado para respirar fora do útero, é quando a artéria do cordão pára de pulsar”, diz Pupo.

O procedimento, no entanto, gera polêmica entre os especialistas. Enquanto há estudos sugerindo vantagens do corte do cordão tardiamente, há outros que mostram riscos, como a policetemia - excesso de glóbulos vermelhos no sangue - e a icterícia, que é aquela cor amarelada da pele. “Um corte tardio faz com que a criança receba um volume maior de sangue da mãe, causando esses tipos de problemas”, diz Renato Kfouri, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP) e diretor da Sociedade Brasileira de Imunização.

De acordo com a autora do estudo, ao avaliar as complicações do corte tardio, não houve diferença de icterícia entre os grupos. “Para evitar o excesso de volume de sangue para o bebê, tomamos o cuidado de deixá-lo um minuto ligado ao cordão na mesma altura da placenta”, afirma.

Anemia e amamentação

Segundo Renato Kfouri, a prevenção de anemia pelo corte tardio do cordão pode ser mais significativa numa população em que o problema é endêmico. A anemia por deficiência de ferro está relacionada a diversos fatores. “Alguns exemplos são as gestantes anêmicas, que podem passar menos ferro para o bebê, e os prematuros, uma vez que a transferência de ferro é maior no fim da gestação”, diz. No primeiro ano de vida, o aleitamento materno é a grande prevenção da anemia.

Fontes: Sônia Venâncio, pediatra do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo; Rubens do Val Júnior, obstetra do Hospital São Luiz (SP); Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio Libanês (SP); Eduardo Cordioli, obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Renato Kfouri, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP) e diretor da Sociedade Brasileira de Imunização