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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Renascimento

Amei o video segue para quem queira mais informação sobre parir no Brasil




Bjão
Sara Rodrigues

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Nunca deixe seu bebê chorar....

Vivemos em um mundo que não reconhece o choro das crianças,
assim como não reconhece as suas necessidades mais básicas de proximidade e de afeto.


Vivemos em um mundo que separa as pessoas, cada vez mais cedo, e onde os vínculos se fragilizam pouco a pouco.

Quando um recém nascido aprende que é inútil gritar...

Que ninguém virá socorrê-lo...

Está sofrendo sua primeira experiência de submissão e abandono.

(Michel Odent)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O que toda mãe precisa saber sobre aleitamento materno

Achei a materia na internte, estou compartilhando na integra com todos os creditos


Você mãe ou futura mãe, se informe.
-Saiba que o desmame natural do humano acontece entre 2 e 4 anos de idade.
-Saiba que leite artificial causa alergias
-Saiba que não existe leite fraco
-Saiba que mãe que fabrica pouco leite é uma condição muito rara que pode ser diagnosticada com um simples exame.
-Saiba que a mamadeira só tem malefícios, e que se seu filho tiver a real necessidade de leite artificial, ele deve ser dado em um copo de transição. (leite mais aquiMamadeira Nunca Mais)
-Saiba que nem todo choro é fome. Bebes choram por N motivos, o menos provável é fome.
-Saiba que tirar leite do peito não é método de medição para saber o quanto de leite se tem. A sucção que a bomba faz é infinitamente inferior a sucção que o bebe faz.
-Saiba que é normal recuperar o peso de nascido perto de um mes.
-Saiba que não existe bebe abaixo do peso. Todo bebe deve ser acompanhado no percentil que nasceu. Usa-se uma curva de crescimento distribuída pela OMS.
-Saiba que não existe comprovação que alimentos que a mãe ingere causam colicas no bebe.
-Saiba que não existe bebe que não goste de peito. Existe bebe que não sabe mamar.
-Saiba que amamentar não dói. O bebe pode ficar pendurado 24hrs que se a pega estiver correta a mae nao sentirá nada.
-Saiba que tratamento para mastite é oferecer mais e mais o peito.
-Saiba que a maioria dos medicamentos é compativel com o aleitamento, mas a maioria dos médicos não sabem passa a informação correta.
-Saiba que é direito da mãe optar por leite artificial, mas ela tem que estar ciente que ele é inferior ao leite materno.
-Saiba que produzir leite gasta cerca de 2 mil calorias diárias, mas que o corpo pede para repor essas calorias.
-Saiba que o único motivo médico para um desmame é a quimioterapia.
-Saiba que crianças que desmamam depois de um ano de idade não precisam de outro tipo de leite. O Calcio e outros nutrientes devem ser adiquiridos de outras fontes.
-Saiba que o colostro que é produzido ainda na gravidez é capaz de alimentar seu filho antes que o leite desça.
-Saiba que bebes que desmamaram por introdução de mamadeira, podem voltar a mamar somente no seio com ajuda da Relactação
-Saiba que amamentar vai além de simplesmente alimentar. Peito é aconchego, peito é a primeira forma de comunicação entre mãe e filho.
E que ninguém é obrigado a comer com um pano na cara.
Pelo direito de amamentar em paz!

Precisa de ajuda sobre amamentação?
Grupo Virtual de Amamentação
http://www.facebook.com/gvamamentacao
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=52101
Precisa de ajuda real? Procure um banco de leite.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A escolha do Hospital é muito importante

A escolha do hospital é uma das coisas mais importante, em minha opinião, para as mulheres que querem ter seu filho de parto normal e até mesmo cesárea, ai vai do conhecimento e informação de cada uma.

Lendo os blogs nosso de cada dia, (sim eu tenho o habito de ler alguns blogs todos os dias), li da minha querida futura doula Rê, adorei e claro não pude evitar e estou deixando ele AQUI para quem quiser dar uma lida, mesmo que sua opção não seja o parto normal, é bacana ficar informada afinal tem informações aqui que serve para os dois tipos de parto.

Bjão

Sara Rodrigues

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Parto em casa

Não tenho nem palavras pois é um sonho meu, quase que impossível por diversos motivos, mas quem sabe se torne realidade um dia, as imagens e o vídeo diz tudo....

http://vimeo.com/22765005

sábado, 30 de abril de 2011

Não me toque

Li essa mateira na net e achei  legal compartilhar com vcs, adeptas ou não do parto natural ...


Por que não fazer exame de toque?
Por Kalu Brum.

Um dos procedimentos de rotina dos pré-natais é o exame de toque, independentemente da idade gestacional. Mas este procedimento, como a maioria dos exames e intervenções, só pode trazer benefícios quando não é banalizado.

O exame de toque serve basicamente para avaliar a evolução da dilatação no rabalho de Parto, apresentação do utero e posicionamento do bebê. O esperar de uma mulher com 24 semanas? Que o colo esteja grosso e fechado, o bebê na posição que desejar (não estará encaixado) e alto. E se a mulher não apresenta qualquer queixa, para que realizá-lo?

Se uma mulher apresentar contrações prematuras, vale avaliar se as mesmas indicam um trabalho de parto precoce. Aí sim, depois de investigar se não se trata de braxton, infecção urinária, pode-se fazer um exame de toque. Mas ele é mera especulação.

Acompanhei uma gestante que com 32 semanas fez o exame de toque e o médico verificou que ela tinha 2cm de dilatação e colo afinado. Ela tomou corticóide para amadurecer o pulmão do bebê no risco de parto prematuro. Com 35 semanas, se não me falha a memória, tinha 3 ou 4 cm. Mas sem contrações ou seja não estava em Trabalho de Parto. Pariu rapidamente e teve um parto natural com 39 semanas. Um parto a jato (já que tinha menos 4 cm para caminhar).

Então, o que o exame de toque adiantou? Nada.

Em trabalho de parto a questão do exame de toque é uma faca de dois gumes. Ele é feito para protocolar a mulher que deve dilatar x cm por hora. Quando estaciona em X cms considera-se parada de progressão e aí vem as medidas intervencionistas. Uma analgesia para ver se a mulher ( e o útero) relaxam e a progressão progride ou ocitocina para ajudar nas contrações. A medicina tradicional desconsidera os fatores emocionais.

Imagine que você está com uma sensação de grande dor e passou 5 horas com determinada dilatação. Medem novamente e você não saiu do lugar. Essa informação vai fazer com que a mulher desista pensando que, se em X horas ela não dilatou, precisará de mais X para parir. E na mente dela ela decreta: não vou agüentar.

Mas o que acontece é que a dilatação não é tão precisa. Existe a relação ocitocina X adrenalina. Se quiser aumentar a dilatação é preciso aumentar a ocitocina natural. E para aumentar a ocitocina é preciso de:
- Pouca Luz
- Silêncio
- Privacidade
- Não observação
- Ambiente quente e confortável
- Beijo na boca do marido
- Massagem
- Paz

Quando a mulher para de dilatar é aí que aumentam o monitoramento, a observação e a adrenalina da mulher (e da equipe) vai nas alturas inibindo a ocitocina.

Lá vem a ciência solucionar problemas para os quais ela mesma causou. Ocitocina sintética, dor, adrenalina, anestesia, mais ocitocina. Uma vez que a ocitocina sinstética entra na corrente sanguínea da mulher, toda a ocitocina que ela liberaria naturalmente, antes, durante e depois do parto é bloqueada.

E isso significa o que?

Que depois do parto, momento em que é necessária a liberação do hormônio para criar vínculo com o bebê, segundo o obstetra Michel Odent é o êxtase – coquetel de hormônios- que sentimos no pós parto que faz com que criemos vinculo de amor com a cria) ele não se faz presente.

A ocitocina é um hormônio natural presente e fundamental para a hora do parto. Em grande parte dos partos normais em todo o planeta, para acelerar a contração do útero e tornar o parto mais rápido, a ocitocina é usada de forma padronizada, é o caso do Brasil. O famoso “sorinho” torna as contrações extremamente fortes e doloridas, levando muitas vezes a alteração do batimento cardíaco do bebê, fazendo-se necessário o uso de anestesia e as cascatas de intervenções físicas e medicamentosas.

Segundo Odent, por ser um hormônio, a ocitocina passa pela barreira placentária e chega à corrente sanguínea do bebê, atingindo o cérebro da criança. Segundo o obstetra, o uso da ocitocina sintética pode gerar seres humanos mais agressivos por ser um hormônio diretamente ligado a socialização. Ele o chama de “hormônio do amor”, porque está presente na relação sexual, na amamentação e no parto e pós parto, facilitando a relação instintiva entre mãe e filho.

Outra conseqüência é a incapacidade ou dificuldade de produzir ocitocina em outros momentos da vida, uma vez que sua versão sintética bloqueia a produção de ocitocina natural. Atingindo o cérebro da criança, este ser humano pode ser incapaz de produzir este hormônio, tanto na hora do parto, como em outras situações de suas vidas. Sem a produção de ocitocina ficamos incapacitados de sentir prazer.

Voltando para a questão do toque, já vi o procedimento ser bem usado em algumas ocasiões. Em um Parto Domiciliar bastante demorado (mais de 30 horas) avaliou-se a possibilidade de romper a bolsa uma vez que a mulher estava com dilatação completa e o bebê não descia. Para saber se o bebe estava alto e a evolução do parto depois de tanto tempo, para que a família e parteiras avaliassem uma possível transferência, optou-se pelo rompimento artificial da bolsa e o bebe nasceu.

Outro caso, a mulher estava bem cansada e quis saber a quantas andava a evolução do parto. A enfermeira avaliou 8 cm e um rebordo de colo. Segurou o rebordo e o bebê nasceu uma hora depois.

Então, como tudo na vida, bem usada a intervenção pode apresentar benefício. A banalização é que causa problemas.

Vale o alerta de que muitos obstetras não humanizados costumam descolar as membranas para acelerar o início do trabalho de Parto por volta das 39 semanas. Algumas vezes não avisam que vão fazer e nem a finalidade. E só é possível fazer isso quando se faz toque (geralmente um toque dolorido).

No Trabalho de Parto, com médicos não humanizados, exame de toque pode levar o médico romper a bolsa sem a mulher querer. Não aceitar o exame de toque é se poupar disso também.

Perto do parto saber que o colo está amolecido e com x cm pode causar ansiedade.

Sem contar que, mesmo com luva, fazer toque aumenta o risco de infecção, principalmente se a mulher estiver com bolsa rota. Mas experimente estar com bolsa rota para saber quantos exames de toque vai receber. Parece que muitos médicos só aprendem a fazer cesárea, toque e ultrasson para serem obstetras.

Vou deixar bem claro que não sou “contra” os procedimentos. Nem uso de ocitocina, nem anestesia. Já escrevi um texto sobre quando a anestesia ajuda no Trabalho de Parto. Há pouco tempo acompanhei um parto em que o obstetra optou pela analgesia e forceps de alivio. Acredito que uma analgesia leve ou uma ocitocina leve poderiam ter ajudado essa mulher parir.

Todo e qualquer procedimento quando banalizado representa risco. Por exemplo, locais em que não há assistência obstétrica ou aqueles com índices altos de cesáreas possuem índices de morte neonatal e infantil semelhantes. Ou seja, a falta de recursos ou excesso (mal utilizados), são prejudiciais.

A princípio devemos acreditar que nosso corpo tem plena capacidade de parir, sem drogas e intervenções, mas se abrir para a possibilidade de valer-se de recursos quando acabarem as forças físicas e emocionais para prosseguir.

Na minha opinião um parto com analgesia (pouca) e ocitocina (pouca) é melhor que uma cesárea. Uma cesárea melhor que um óbito. O risco, em tudo, é a banalização.

E você, o que pensa do exame de toque?

quarta-feira, 16 de março de 2011

Estomatite

Pablo está com estomatite esta doença se manifesta do 1 ao 3 anos, começou ontem nossa agonia, amanheceu fui dar o peito ele chorou, estranhei fui ver dentro da boca dele e para minha surpresa estava cheio de bolhas na garganta...

Confesso que é dificil por ser um virus não pode ser tratado com antibiotico, ou seja não tem remedio algum temos que espera pode sumir daqui uma semana como daqui 2 semanas, o mais sofrido é que ele não come, e mal mama, pois doi muito...

Desde ontem esta ficando com a sogra, belisca uma coisa aqui outra ali, mas nada de comer realmente, tem horas que nem agua ele quer beber, fico preocupada mas não tenho muito o que fazer a não ser ter muita paciencia, pois ele só choraminga, e ter coração forte, pois não há nada pior que ver seu filho querendo mamar e não conseguir de dor....

segue uma materia

O que é estomatite?
Estomatite é uma infecção viral bastante comum em crianças e provoca várias feridinhas (ou aftas) na boca e garganta, causando muitas vezes grande desconforto e dor. Apesar de ser duro ver a criança sofrer, geralmente não há motivos para maior preocupação.

A maioria das pessoas carrega os vírus que causam o problema. Na realidade, o quadro de estomatite de seu filho pode ser sinal da primeira infecção com o herpes simples tipo 1 (HSV-1), um vírus que quase todos nós "pegamos" na primeira infância e carregamos dentro do corpo para o resto da vida.

Outro vírus, o coxsackie, também pode provocar estomatites e a chamada doença de mão, pé e boca (também caracterizada por pequenas lesões nestas partes).

Quais são os sintomas?
As feridas são pequenas (de 1 a 5 milímetros de diâmetro), acinzentadas ou amareladas no centro e avermelhadas por fora. Sua gravidade e localização depende muito do tipo de vírus que está provocando a estomatite.

As lesões podem aparecer na gengiva, na parte interna das bochechas, no fundo da boca, nas amígdalas, na língua ou no céu da boca. As gengivas podem ficar ainda inflamadas e sangrar facilmente.

Como essas aftas costumam ser doloridas, seu filho possivelmente ficará irritado, vai babar mais que o de costume e perderá o apetite e até a sede (dói para engolir). Mau hálito e febre (de até 40 graus Celsius) também podem aparecer, e os gânglios do pescoço tendem a ficar inchados e sensíveis.

Observação: Em casos raros, uma estomatite causada pelo vírus do herpes pode se espalhar para os olhos e infectar a córnea. Uma infecção desse tipo pode levar a danos permanentes nos olhos, por isso leve seu filho imediatamente a um médico se ele tiver estomatite e você perceber que os olhos dele estão avermelhados, lacrimejantes e há sensibilidade à luz (sinais iniciais da infecção conhecida como ceratite herpética).

Como se trata a estomatite?
A primeira coisa para lembrar é que, como é uma infecção causada por vírus, antibióticos não fazem efeito nenhum. As lesões na boca devem passam em uma ou duas semanas. Veja a seguir algumas dicas para aliviar o desconforto do seu filho e mantê-lo o mais saudável possível:

• Medicamentos à base de paracetamol ou ibuprofeno podem ajudar a diminuir a dor e a febre (nunca dê aspirinas a ninguém com menos de 20 anos, porque ela pode levar a uma rara, porém grave, doença chamada síndrome de Reye). Se a dor for tão forte que a criança não conseguir comer ou beber nada, seu médico poderá receitar um analgésico mais forte.

• Embora a criança não tenha vontade de beber nada por causa da dor ao engolir, é importantíssimo mantê-la hidratada. Tente oferecer bebidas mais frias, não ácidas e não gasosas -- água, milk shakes ou sucos diluídos (de maçã, por exemplo) são boas opções. A desidratação pode aparecer rapidamente em crianças pequenas. Ligue para o médico se seu filho ficar mais de seis horas sem urinar ou beber nada.

• Procure dar alimentos mais frios também, como sorvete e iogurte, e comidas menos temperadas, como macarrão só na manteiga ou com azeite e purê de batata ou mandioquinha.

Existe prevenção contra estomatites?
É difícil impedir as estomatites, já que o vírus está no corpo de tantos adultos e crianças e é facilmente transmitido (assim como o coxsackie) através do contato normal entre pessoas. O que é possível fazer é não deixar as crianças perto de alguém que esteja com uma infecção por herpes ativa ou qualquer lesão na boca (e isso incluí você também).

Para proteger os outros, não mande seu filho para a escolinha enquanto estiver doente.

Se as feridinhas na boca forem causadas pelo herpes, o vírus ficará no corpo para sempre. A boa notícia, no entanto, é que o primeiro surto de estomatite costuma ser o pior, e o problema não necessariamente se repetirá a toda hora.

Fonte:http://brasil.babycenter.com/toddler/saude/estomatite/

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mecônio é sinal de sofrimento fetal?

Muitas mães tem pânico em ouvir falar de mecônio. Mecônio é o cocô verde que o bebê libera nos primeiros dias de vida, e algumas vezes na barriga da mãe. Quem nunca ouviu uma vizinha contando que o bebê da sobrinha engoliu mecônio, que o bebê da neta aspirou mecônio, que o médico marcou a cesárea porque o bebê tinha feito cocô na barriga…

Vamos desvendar os mitos agora!

Há dois motivos para eliminação de mecônio durante a gravidez: MATURIDADE FETAL, porque o intestino está funcionando a contento, o que é um bom sinal, e SOFRIMENTO FETAL, porque quando o feto está mal oxigenado aumenta a contratilidade dos intestinos e relaxam-se os esfíncteres (como quando estamos em uma situação de estresse).

Em um feto bem oxigenado, que elimina mecônio apenas porque está maduro, sua presença não traz maiores (aliás, nem menores) problemas. Esse feto maduríssimo e pronto para evacuar a cada instante também urina dentro da barriga. A urina é a principal fonte de produção do líquido amniótico, e quanto mais líquido mais fácil fica de o mecônio se diluir. Um bom volume de líquido amniótico indica que os rins fetais estão funcionando a contento, bem perfundidos (ou seja, o sangue chega lá e irriga bem os rins). Esse mecônio diluído dá o aspecto que chamamos de “tinto de mecônio” ou “mecônio fluido”. Aí, também, sem repercussões desfavoráveis. Evidências ultra-sonográficas sugerem que o feto pode evacuar algumas vezes dentro do útero e, ao nascimento, encontrar-se líquido CLARO.

Se o líquido amniótico está diminuído, não há como diluir o mecônio, aí temos o MECÔNIO ESPESSO, podendo mesmo assumir o aspecto característico de papa de ervilhas”. A preocupação nesse caso é com o motivo pelo qual o mecônio está espesso, porque o líquido amniótico pode estar diminuído fisiologicamente no final da gravidez e nas gestações pós-termo (que ultrapassam 42 semanas) ou por insuficiência placentária, reduzindo o fluxo sanguíneo para os rins fetais.

O risco de aspiração do mecônio e desenvolvimento de um quadro de pneumonite grave (Síndrome de Aspiração Meconial) é a maior preocupação nesses casos de mecônio espesso. Entretanto, o quadro só ocorre em bebês em sofrimento, que fazem movimentos de ‘gasping’ dentro do útero e, ao nascer, não têm os mecanismos fisiológicos para ‘clarear’ o mecônio.
Bebês hígidos, saudáveis, podem até aspirar mecônio mas os mecanismos pulmonares normais entram em ação para eliminar esse mecônio.

Concluímos, portanto, que o fundamental é distinguir se o bebê se encontra ou não em sofrimento. A ausculta dos batimentos cardíacos fetais (BCF) continua sendo a forma não-invasiva mais eficiente de se monitorizar o bem-estar fetal, podendo ser realizada de forma intermitente (com o sonar Doppler) ou contínua (pela cardiotocografia). Uma boa ausculta fetal durante o trabalho de parto é tranquilizadora. Se há alteração dos batimentos e a freqüência cardíaca fetal assume um padrão “não-tranquilizador”, está indicada a antecipação do parto, que pode ser por cesariana ou, se o evento ocorre no período expulsivo, através de fórceps ou vácuo-extração.

Alguns estudos apontam para um possível efeito benéfico da amnioinfusão(instilação de soro na cavidade amniótica por via cervical), no sentido de prevenir as desacelerações freqüentes nos casos de oligo-hidrâmnio, porém ainda não há evidências suficientes para apoiar sua indicação rotineira. De acordo com a revisão sistemática da Cochrane, o procedimento pode levar a redução das taxas de cesariana por ‘sofrimento fetal’.
Esse texto foi escrito pela Dra. Melania Amorim, Obstetra renomada e completamente a favor do Parto Humanizado.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Leite de Bar

Resolvi por impulso na hora do nervoso que iria dar leite artificial para o Pablo, cansada de todo mundo criticar o aleitamento, que eu sou louca, que eu trabalho fora e tinha que parar de ficar tirando leite e bla bla, que meu leite já não sustenta mais etc, eu sei que tudo isso é lenda mas eu me cansei definitivamente por algumas horas após a pedagoga do berçario me orientar a pedir para o pediatra do meu filho que autorize outro leite, já que ele estava doente e não estava pegando a mamadeira (se o ped do meu filho sabe disso ele autoriza é tirar ele deste berçario isso sim rsrsrs), e claro como elas não tinha o que dizer da doença dele atacou meu leite, disse que ele fica com vontade de mamar a mamadeira dos outros amigos e etc, bom mantive a calma e falei para ela que iria conversar com o pediatra, claro que minha vontade era xingar a mesma e dizer que meu filho nao sabe que na mamadeira dos colegas tem outro tipo de leite, mas me contive e liguei para o ped, ele me disse para dar Leite Integral tipo A, isso mesmo leite de saquinho sabe aquele que tomavamos quando eramos pequenos, pois é, claro que eu não me manifestei pois confio muito nele e ele claro que jamais iria mandar eu dar formula né, antigamente nao existia isso de Nan, Ninho,Aptamil etc tantos leites que tem por ai.... e claro concordei com ele e fiquei feliz afinal odeio leite de lata são fedidos... mas ... mas.... não darei outro leite por enquando, já me acalmei e eu que sei o que é melhor para o meu filho e não a pedagoga infeliz....

Segue um explicativo dos tipos de leite

tipo A - classificação + alta - (ordenha mecânica)alta tecnologia de extração, leite industrializado na própria fazenda... todo o leite do mesmo rebanho. Antes do processamento deve ter no máximo 10.000 germes por ml e na saída para o mercado somente 500.

tipo B - classificação média - (mecânica)diversos rebanhos -extraído por ordenha mecânica, sem nenhum contato com o ambiente e imediatamente resfriado e transportado em caminhões isotérmicos ate o laticínio. Na chegada para o processamento deve ter no máximo 500.000 germes por ml e na saída para o mercado 40.000.

tipo C e LONGA VIDA - classificação + inferior - (manual) sem exigências de maiores cuidados com higiene e meio ambiente e armazenados e transportados sem refrigeração. Por serem produzidos de forma rudimentar e terem, em conseqüência, uma já esperada baixa qualidade, estão dispensados de analise bacteriológica na chegada ao laticínio, podendo apresentar uma quantidade indeterminada de bactérias. Só diferem no processo industrial. tipo C - 150.000 germes por ml
tipos A, B e C - pasteurizados; LONGA VIDA - esterelizado
A pasteurização reduz parcialmente a contaminação e só elimina mesmo as bactérias nocivas à saúde do homem. A esterilização acaba com tudo e não só com as bactérias nocivas.

LEITE TIPO A, B E C

LEITE TIPO A:
É um leite de excelente qualidade microbiológica e pode ser consumido, desde que resfriado e armazenado corretamente, de 5 dias a 7 dias após a pasteurização. o leite Tipo A não pode ser transportado cru, e por isso, tem que ser pasteurizado e embalado na própria fazenda. A legislação brasileira só permite a produção do leite Tipo A integral (teor de gordura 5,6%), ou seja que não é retirado nenhuma parte da gordura. Não existe leite Tipo A desnatado ou semi desnatado, cujo teor de gordura é de menos 0,5% e 0,2% respectivamente.

LEITE TIPO B:
É um leite de boa qualidade. Porém a contagem de microorganismos no momento da pasteurização se encontra em níveis mais elevados, pelo menor controle da higiene na produção e na refrigeração. Há um maior intervalo entre a ordenha (na fazenda) e a pasteurizacão (nos laticínios). O leite tipo B, também só é encontrado na forma integral.

LEITE TIPO C:
É um leite de baixa qualidade, inclusive, com modificação no sabor pelo elevado número de bactérias antes da pasteurização, pois o leite é entregue na plataforma dos laticínios na temperatura ambiente. E a conseqüência é uma vida de prateleira muito curta, menos que 3 dias. Alguns cientistas da área de alimentação não recomendam o consumo desse leite.
 
Bjos
 
Sara Rodrigues

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Resumos dos dias


Bom faz tempo que não posto nada por aqui, vou falar  um pouco da nossa rotina.
Pablo está super mas super arteiro, e safadinho, adora uma farra e tirar sarro da cara do papai e da mamãe quando falamos NÃO para ele, ele simplesmente ri da nossa cara rsrsrs...
Temos pediatra dia 12/02 e veremos como está suas medidas, ai faço um post dos 10 meses...
10 meses isso mesmo o tempo voa e meu filhote em breve estará completando 1 aninho, festa? Não sei se faremos, mas se for feita será algo familiar só para não passar em branco, agora ano que vem quero uma festona linda para ele e para amigos, família, coleguinhas da escolinha. Pediatra, obstetra, doula  etc... etc... todos que tivermos direito de convidar será convidado....
Voltando ao desenvolvimento, está com 6 dentes tortos na boquinha já rsrsrsrs, sim já nasceu torto verei com o pediatra se é normal...
Ele adora criança e quando é um bebê menina nossa, fica louco parece um macaco gritando, mexendo as pernas e fazendo festa, quando é um menino ele fica feliz também porem aponta e só da risada não faz gracinhas... Menino safadinho...
Estou muito feliz com meu filho, com o marido não posso dizer o mesmo, ele não quer mais filhos e de tanto me denegrir (me chama de louca com um filho imagina o que eu farei com dois), acabou que nem eu quero mais filhos, ou seja Pablo vai ser filho único... acabou o sonho de dar um irmãzinho para ele, pelo menos não deste pai... mas quem sabe um dia as opiniões e desejos mudem né, espero que não seja tarde, mas do fundo do meu coração hoje posso afirmar não terei mais filho....

Bjão
Sara Rodrigues

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cordão umbilical: qual é a hora certa de cortá-lo?

Li essa matéria na Revista Crescer e achei legal compartilhar afinal porque atrasar o corte do cordão após o nascimento....

Cordão umbilical: qual é a hora certa de cortá-lo?

Um novo estudo americano mostra que esperar para cortar o cordão pode garantir a transferência de células-tronco e evitar hemorragias nos primeiros meses de vida do bebê


Você sabia que o momento de cortar o cordão umbilical do seu filho é importante para a saúde dele? Uma nova pesquisa feita pela Universidade do sul da Flórida, nos Estados Unidos, mostrou que esperar o cordão parar de pulsar para cortá-lo pode garantir a transferência de células-tronco, em um processo conhecido como transplante natural. Além disso, o atraso no corte reduz a incidência de hemorragia e a diminui a necessidade de transfusões de sangue no futuro.

Outra pesquisa, dessa vez brasileira, também reforça os benefícios desse atraso para a saúde. O estudo sugere que esperar 1 minuto para fazer o corte (ou clampeamento) do cordão aumenta a quantidade de ferro no seu organismo. Esse seria mais um fator que ajudaria na redução de anemia nos primeiros meses de vida.

Para essa pesquisa, liderada pela pediatra Sônia Venâncio, do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, foram avaliadas 224 crianças. Dessas, 109 tiveram o corte imediato e 115, tardio. Depois de três meses do nascimento foram realizados exames para verificar o nível de ferro. No segundo grupo, o benefício ficou comprovado.

A maioria dos profissionais realiza o corte na hora que o bebê nasce. Para Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio Libanês (SP), o ideal é esperar o cordão parar de bater para cortá-lo. “No útero, o sangue do bebê é oxigenado pela placenta. No nascimento, ocorre uma mudança no sistema circulatório da criança para que comece a receber oxigênio pelos pulmões. A garantia de que essa transformação aconteceu, e o bebê está preparado para respirar fora do útero, é quando a artéria do cordão pára de pulsar”, diz Pupo.

O procedimento, no entanto, gera polêmica entre os especialistas. Enquanto há estudos sugerindo vantagens do corte do cordão tardiamente, há outros que mostram riscos, como a policetemia - excesso de glóbulos vermelhos no sangue - e a icterícia, que é aquela cor amarelada da pele. “Um corte tardio faz com que a criança receba um volume maior de sangue da mãe, causando esses tipos de problemas”, diz Renato Kfouri, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP) e diretor da Sociedade Brasileira de Imunização.

De acordo com a autora do estudo, ao avaliar as complicações do corte tardio, não houve diferença de icterícia entre os grupos. “Para evitar o excesso de volume de sangue para o bebê, tomamos o cuidado de deixá-lo um minuto ligado ao cordão na mesma altura da placenta”, afirma.

Anemia e amamentação

Segundo Renato Kfouri, a prevenção de anemia pelo corte tardio do cordão pode ser mais significativa numa população em que o problema é endêmico. A anemia por deficiência de ferro está relacionada a diversos fatores. “Alguns exemplos são as gestantes anêmicas, que podem passar menos ferro para o bebê, e os prematuros, uma vez que a transferência de ferro é maior no fim da gestação”, diz. No primeiro ano de vida, o aleitamento materno é a grande prevenção da anemia.

Fontes: Sônia Venâncio, pediatra do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo; Rubens do Val Júnior, obstetra do Hospital São Luiz (SP); Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio Libanês (SP); Eduardo Cordioli, obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Renato Kfouri, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP) e diretor da Sociedade Brasileira de Imunização

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Falo mesmo


É muito comum eu ler por ai relatos de mães que não conseguiram seu “tão sonhado parto normal”, bem vamos lá...
Com 36 semanas de gestação minha barriga estava enorme e na ultima ultra meu bebe estava com mais de 3.500 kilos, então junto com o meu medico que confio tanto e é super a favor do parto normal (desde que não seja ele quem vai fazer o parto) achamos melhor  induzir ou  marcar a cesárea, mas como quero muito o parto normal vou fazer a indução (claro já sabemos o final desta história né??? ou seja faca nela), tudo isso por quê? medo do tamanho do bebê que nem é algo definitivamente verdadeiro, a margem de erro em uma ultrasom sobre o peso é muito grande, isso é falta de informação e uma pessoa sem informação é ignorante e claro o ignorante é flexível a tudo que lhe falam, pois não tem opinião formada pois não estudou, não pesquisou não se armou para ter munição para usar em uma guerra de teorias furadas...
Fiz indução e não deu certo tive que fazer cesárea, sofri com soro, com ocitocina e nada e após 6 horas o mesmo 1 cm de dilatação, mas vá, é claro que não evolui não esta na hora não passou das 40 semanas, claro que isso só poderia acabar em cesárea e sofrimento duplo, sofre com as dores da medicação forçando um parto que não vai acontecer, sofre depois com a cesárea, para que tudo isso?
É muito triste saber que se tiram um bebe antes da hora de sua casinha só por causa da ansiedade por falta de paciência de deixar a natureza agir por si só, (3 dias antes do meu parto eu estava com 3 cm de dilatação, vejo muitas mulheres com 1 cm sendo internada e tomando medicação para acelerar o parto pelo amor de Deus gente, eu levei 3 dias para dilatar totalmente sem medicação sem intervenção na minha casa no meu sossego, e a mulher acha que vai parir com 1 cm de dilatação??? Nunca né).
Bom o que eu quero dizer com toda essa ironia, é que se querem um parto normal, a primeira coisa que você mulher tem que ter, é opinião própria, pois muita gente ao seu redor vai te criticar, se meter na sua gestação, contar historias terríveis sobre partos normais mal sucedido e bla bla bla,  a segunda é informação, ela vai te ajudar e te acalmar muito sobre todo medo e fantasmas que criamos sobre a hora do parto, e claro um bom olheiro (rsrsrs), esse olheiro pode ser parteira ou um obstetra,  digo olheiro pois no parto normal a protagonista de todo o filme é você e seu filho e não um médico cheio de intervenções, o medico nesse caso é para olhar e intervir em uma emergência,sim são raros os médicos competentes no mercado que sabem administrar um parto normal, que sabem que seu lugar é ali como telespectador e não como protagonista, só vai agir em emergência, E acima de tudo você tem que ter paciência esse é o segredo, ter muita paciência, pois a ansiedade e a pressa atrapalha muito a evolução do parto,  você tem que ter em mente que seu filho pode estar pronto para nascer com 38 semanas como também pode querer nascer somente após as 40 semanas, e se você e ele estão bem, não tem porque temer, parto normal não tem dia nem hora para acontecer,  o mágico de tudo é isso, ser surpreendida por contrações,  por perda de tampão, por bolsa se rompendo, bebe fazendo força para sair, tudo isso na hora dele no momento dele, na hora em que ele quiser e se sentir pronto para vir ao mundo e viver o que a vida lhe oferecer, e você fazendo força no seu tempo no seu momento e de seu filho.
Parir é simples, não aceite desculpas esfarrapadas de médicos que não querem seu bem, se informe pois você saberá na hora quando seu medico disser que é necessário  fazer uma cesárea de emergência, pois eu não sou contra a cesárea eu sou é contra a falta de informação e ao modismo, se tu quer uma cirurgia de grande porte para ter seu filho então tenha é uma opinião e escolha sua, agora se você quer parir se informe não se deixe enganar e perder a chance de sentir a melhor emoção e sensação deste mundo,  que é a hora que seu filho sai de dentro de você, e você para e  e afirma: Foi para isso que  Deus me envio nessa terra, foi para colocar você meu filho nesse mundo.
Bjos
Sara Rodrigues

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Cientistas contrariam recomendações de amamentação

Bom vou postar pelo fato de ser informativo, mas desacredito totalmente nessa afirmação, acredito muito em Deus e acho que ele não faria coisas em nossos corpos sem utilidade ou necessidade, se temos seios com leite é para amamentar, e se temos dilatação é para parir.

Na matéria fica bem claro a afirmação como já ouvi de outros médicos trocando em miúdos e sendo curta e grossa: Amamentação até 6 meses é coisa de pobre que não pode dar uma alimentação saudável e balanceado para o filho!! Espera ai como assim???? mais saudável do que leite de peito nos 6 primeiro meses é impossível, mas tem médicos que criticam isso...

Para mim tudo isso me lembra a lenda da feijoada, a parte dada como pior era entregue aos negros e dali saiu a feijoada, apreciada pelo mundo a fora até os dias de hoje, é a mesma coisa parto normal e leite materno é coisa de pobre, então quero se pobre a vida inteira pois meu filho tem o melhor que eu pude dar a ele, tanto o leite como o parto...

O que me mais agride é que a responsável por tudo isso é uma mulher, com certeza ela não amamentou o filho dela, mas também depois de ver uma afirmação que dizia: sou enfermeira de um hospital conceituado e nunca que teria filho de parto normal e nem conheço nenhuma mulher da área de saúde que tiveram seus filhos de parto normal, é triste mas é a verdade....

 

por Mariana Noffs


©2011 HowStuffWorks
Pesquisa publicada no British Medical Journal e noticiada pela BBC mostra que alimentar os bebês apenas com o leite materno durante os primeiros seis meses de vida pode não ser saudável. A pesquisa, liderada pela pediatra Mary Fewtrell, sugere que quanto mais tarde é feito o desmame, maior a chance da criança ter alergias a alimentos e deficiência de níveis de ferro.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) aconselha há dez anos que os bebês sejam exclusivamente amamentados até os seis meses, mas a equipe de médicos do University of London Institute of Child Health defende que o desmame deve ser feito no máximo até os quatro meses de idade. Para países em desenvolvimento, os cientistas concordam com a recomendação da OMS, já que o acesso a água limpa e comidas de bebê seguras para consumo é limitado e há um alto índice de doenças e mortes infantis.

A recomendação da OMS foi baseada em 16 estudos que diziam que bebês alimentados exclusivamente com leite materno tinham menos infecções e não apresentavam nenhum problema de crescimento. Mas os especialistas dizem que uma nova revisão de 33 estudos não mostra evidências convincentes de que seja ruim introduzir comidas sólidas para bebês entre quatro e seis meses de idade.

Há outras evidências que mostram que alguns bebês morrem por causa da alimentação inadequada, como introduzir comida sólida antes que o mecanismo de deglutição esteja amadurecido o suficiente. O mais importante é que as mães conversem com um profissional da saúde antes de desmamar os filhos.
 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Consulta de rotina 9 meses

Ele está liberado para comer de tudo, porem continuo não dando nada com sal nem açúcar, isso só após 1
ano, ele não gosta de água nem de suco, toma 40 ml no máximo.

Continua tomando apenas leite materno, apesar de estar secando meu leite e chegando ao fim, ainda estou conseguindo alimentá-lo, vamos ver até quando, a cada dia que passa mais sinto que está perto do desmame...isso me entristece mas é o percurso da vida, ele continua tomando duas mamadeiras de 140 ml no berçário e em casa mama quando quer, com exceção nas madrugadas.

Pois é em conversa com o pediatra sábado dia 08, comecei a desmamá-lo nas madrugadas, ele já come muito bem durante o dia, não vemos necessidades dele mamar de madrugada somente por costume, de sábado para domingo e de domingo para segunda foi difícil ficar acordada com ele ninando (acordou 3 vezes), mas agora está tudo bem, ele está acordando apenas as 3:00 hrs da manhã, mas dorme rápido e essa semana só tive que ceder por 2 vezes, mas ele mamou super pouco e logo adormeceu.

Confesso que dou a mama por puro cansaço da minha parte do que por insistência ou choro dele, ele nem liga fica abraçadinho a mim e resmungando ate dormir isso leva uns 10 minutos, quando passou de 20 minutos ai dei o peito pois eu estava morta de sono, afinal acordamos as 6 para trabalhar.

Já engatinha perfeitamente, ensaia uns passinhos, quando segurado pelas mãos ele corre, não gosta de andar e sim de correr e corre direitinho, anda todo o berço se apoiando, fica de pé sozinho e chama mama, chama papa, ou quando quer os dois ou qualquer um dos dois né rsrsrs, ele grita ow ow ow, faz gesto de chamar com as mãozinhas e claro o mais lindo de tudo faz carinha de feliz quando damos risada para ele, ele abre um sorrizão de fechar os olhinhos é tudo de lindoooo!!!!

Adora uma farra e brincar de esconde-esconde, nossa ele da cada gargalhada que fica soluçando, mas não para de sorrir

Meu filho está cada dia mais esperto, curioso, lindo e amadoooooooo!!!!


bjos

Sara Rodrigues

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Desmame total – quando?

Em minhas aventuras pela net rsrsrs lendo coisas lindas e humanas achei esse post no site da Matrice
achei bacana compartilhar.



Dr. Marcus Renato, 28/3/2003

 

Esta é uma questão polêmica no mundo ocidental na atualidade. As mulheres têm recebido conselhos contraditórios, porque nós profissionais de saúde não chegamos à um consenso. A Academia Americana de Pediatria recomenda que os lactentes devem ser desmamados já aos 12 meses, enquanto a OMS e o UNICEF afirmam que os bebês devem ser amamentados até os 2 anos ou mais . Algumas mulheres ocultam que ainda amamentam seus filhos maiores de 1 ano para evitar a desaprovação dos pediatras e dos membros da família.
Estudos antropológicos revelam que em muitas culturas não ocidentais as mulheres amamentam comumente seus filhos até os 3-4 anos. Serão elas ou nós os excêntricos ? 
Não seria interessante nos compararmos a outros mamíferos para determinar qual a idade do desmame “ideal” se não tivéssemos sido influenciados por questões comerciais ou culturais?

Desmame ao alcançar o triplo do peso do nascimento – Esta idéia de que os mamíferos desmamam quando suas crias triplicam ou quadruplicam seu peso de nascimento aparece extensamente na bibliográfica sobre Amamentação (Lawrence, 1989). As pesquisas indicam que o desmame nos grandes mamíferos (incluídos os primatas – macacos, chipanzés, gorilas e o homem) ocorre alguns meses depois que o peso do nascimento de nossos filhos quadruplicam (Lee, Majluf & Gordon, 1991). Nosso lactente quadruplica seu peso ao nascer em torno dos 27 meses (os meninos) e aos 30 meses (as meninas).
Desmame ao alcançar 1/3 do peso do adulto – Estudos sugerem que os primatas se comportam como outros mamíferos desmamando a cada um dos seus descendentes quando eles alcançam um terço do peso de adulto (Charnov & Berrigan, 1993). Os humanos: alcançamos tamanhos bastante variáveis, porém com este critério o desmame teria lugar entre os 4 – 7 anos de vida.
Desmame de acordo com o tamanho corporal feminino – Harvey & Clutton-Brock (1985) publicaram um estudo que incluía uma equação para calcular a idade do desmame em função do peso do corpo da mulher adulta. Esta fórmula prediz que o desmame para os humanos seria entre os 2,8 e 3,7 anos.
Desmame em função da duração da gestação – Entre as espécies de primatas de grande tamanho, a duração do período de aleitamento materno excede amplamente a duração média do período de gravidez. Para os primatas mais próximos da espécie humana, o Chipanzé e o Gorila, a duração da amamentação é superior em mais de 6 vezes a duração do período gestacional. Os humanos: nos encontramos entre os primatas maiores e compartimos mais de 98 % do material genético com os Chipanzés e Gorilas. Utilizando-se deste critério, a idade natural do nosso desmame seria 4,5 anos – 6 vezes a duração da gravidez.
Desmame em função das erupções dentárias – De acordo com as investigações de Smith (1991), muitos primatas desmamam sua prole quando rompem os seus primeiros molares permanentes. Nossos molares emergem entre os 5,5 ou 6 anos. É interessante salientar que nossos filhos alcançam autonomia imunológica em torno dos 6 anos de vida, o que nos permite inferir que, ao longo de nosso recente passado evolutivo, nossas crianças dispunham de uma imunidade ativa até esta idade aproximadamente.
Os dados disponíveis sugerem que as crias humanas estão desenhadas para receber todos os benefícios do Aleitamento ao Seio durante um período mínimo de 2,5 anos e um aparente limite máximo de 7 anos. Hoje em dia muitas sociedades podem satisfazer as necessidades nutritivas das crianças a partir do 3º/4º ano de idade com alimentos de adultos modificados. As sociedades industrializadas podem compensar alguns (e não todos) os benefícios imunológicos da amamentação por meio de vacinas, antibióticos e melhorias sanitárias e higiênicas. Porém, as necessidades físicas, cognitivas e emocionais das crianças persistem.
Os profissionais de saúde, principalmente os pediatras, nutricionistas, psicólogos, os pais e o público em geral deveriam tomar consciência de que para alguns autores, entre os 3 e os 5 anos é uma idade razoável e apropriada para o desmame dos humanos, ainda que seja pouco habitual, e não cultural em nossas sociedades amamentar uma criança quando ela não é mais um bebê.

Referência
Dra. Katherine A, Dettwyler – Departamento de Antropologia – Texas A & M University College Station Texas. “Breastfeeding Abstracts” Ag. 1994, Vol . 14, no. 1

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Parto Normal X Cesárea X Cesárea Humanizada

Segue um video com os 3 exemplos de parto, confesso que na Cesárea convencional eu chorei com a violência do parto.... e não tive mais coragem de ver o video nessa parte, acho que para nascer não precisa desta agreção tanto ao corpo da mulher como a frieza que o bebê é tratado.

http://www.nucleobemnascer.com.br/parto-normal/cesarea-humanizada

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Por que a forma de nascer é importante

Os Aztecas, alguns séculos atrás, antes da invasão espanhola no que hoje se chama México, costumavam pegar seus bebês assim que saiam do ventre materno e mergulhá-los em água gelada. Se sobreviviam queria dizer que estava aptos à vida na Terra, se não tchau.

Um povo guerreiro tinha que testar seus membros desde o primeiro minuto de vida. Era uma questão de continuidade de sua civilização. Seu objetivo era ter cidadãos fortes e resistentes, de modo que agiam coerentemente com suas expectativas e necessidades sociais.

Nossa sensibilidade moderna nos proíbe sequer demorar sobre um pensamento desses. Os Aztecas nos parecem bárbaros e brutos. Vejamos então como é um nascimento hoje.

Uma mulher está grávida, se por opção ou não não faz diferença. E aqui já começa um pequeno problema. As mulheres aztecas provavelmente não tinham muita escolha e talvez nem cogitavam ter outras ocupações fora a casa, a família e as redondezas. Mas suas irmãs modernas sim. Portanto, para uma mulher hoje engravidar sem querer é um fardo que pode ser absorvido em sua vida, dependendo do parceiro, da família, das condições econômicas, de seu momento profissional, ou pode permanecer uma cruz que ela deverá carregar. Um pouco de psicologia já é suficiente para saber que uma maternidade assim começada não é um bom sinal. Se é verdade que os bebês são gostosinhos e encantadores, é também real a drástica mudança e o sacrifício radical que eles demandam, às mulheres, sobretudo (e, às vezes, unicamente).

A gravidez então prossegue. A mulher começa um pré-natal – particular ou público. Encontra um médico obstetra ou uma parteira (no Brasil são as enfermeiras obstetras, pouquíssimas atendem de fato partos, apesar de serem formadas para isso). Os meses transcorrem aparentemente tranquilos (numa gravidez de baixo risco, ou seja em 90% dos casos), mas na verdade muitas das dúvidas e medos e curiosidades da mulher não foram esclarecidas porque uma vez posto o pé no consultório médico bate aquela insegurança que nos faz sentir tão sem graça se indagarmos, perguntarmos, duvidarmos. Então ficamos quietas; afinal, eles “sabem”.

O parto se aproxima e a nossa ansiedade cresce. Recorremos a amigas, parentes, vizinhas. Novelas e filmes nos confirmam as imagens inquietantes que já adquirimos. Parto dói. E o desconhecido dói mais ainda. Quando ousamos avançar alguma pergunta ao médico ele dá respostas vagas: vamos ver na hora do parto com vai ser; não se preocupe, tem a anestesia; esses medos são normais, mas vai ver que vai dar tudo certo; deixe comigo, tenho uma prática de 30 anos... e etc. Ela sai do consultório de mãos vazias e na mesma.

Quando chegam as primeiras dores, pega de surpresa, corre para o hospital. É posta numa cadeira de rodas (quando até o dia anterior o mercado e seu patrão exigiam que ela trabalhasse porque “gravidez não é doença”). Seu marido fica preso na entrada preeenchendo papeis enquanto ela é levada para um quarto, onde, após ter sido despida de todo e qualquer objeto pessoal (que a identifica como Maria, Sandra ou Marcela) é posta numa cama, enfiado um “soro” (ocitocina sintética) em sua veia e amarrada uma cinta em volta de sua barriga (monitor fetal). E deixada lá.

As dores vão se intensificar cada vez mais, ela vai se assustar. Não entende. Nem seu corpo entende esse bater insistente das contrações rápidas que não deixam tempo para pegar fôlego. De vez em quando entra uma enfermeira, controla o gotejar do soro, dá umas mexidas, faz um toque para conferir a dilatação, observa o gráfico exibido num monitor ao lado, dá uma olhada na mulher para conferir se respira e vai embora.

A dor se torna insuportável. Os quadris e as costas doem (deitada de costas é a pior e mais dolorosa posição para dar à luz), a barriga fica dura, parece que vai explodir, a cama é insuportavelmente desconfortável, mas ela está lá amarrada. E só. Começa a gritar. Na sua cabeça voltam as imagens de novelas e os relatos mórbido de conhecidas: sim o parto é insuportável. Quero a anestesia!

A porta se abre, entra gente com cara assustada. Agitação em volta. Anestesista chegando. Ela senta, preparam suas costas, a agulha entre em sua espinha dorsal e ela.... relaxa.... Maravilha. A dor passou. Já não sente mais nada. Na verdade não sente mais o parto, assim como o resto de seu corpo da cintura para baixo.

É levada para a sala parto, que é uma sala cirúrgica. Quando chega a hora do expulsivo, ela semireclinada não consegue fazer força, já não sabe mais onde fica a parte de baixo de seu corpo. Um gentil senhor profissional de saúde então se aproxima e usando seu antebraço como um rolo amassa sua barriga, do estômago para o pubis (Manobra de Kristeller). O bumbum apoiado na cama em relação com o osso sacro produzem uma leve subida de modo que o bebê para sair deve primeiro subir (só para complicar-lhe a vida) e o corte (episiotomia) é realizado, um corte diagonal profundo que pega o músculo do períneo.

Duas mãos enluvadas agarram a cabeça do bebê e o passam para outro par de mãos enluvadas que o apoiam sobre uma mesa. O ar condicionado está gelado, o bebê saiu de uma temperatura de pelo menos 35 graus, no escuro e no aconchego seguro do ventre de sua mãe. Seu corpo esteve escorado pelo dela por meses. Agora está “ao ar livre”, no frio, sem apoios, solto. Chora, porque está com medo, sente desconforto e ansiedade. Os profissionais de saúde olham e enxergam um bebê vivo e que está bem. Ele é mostrado à mãe, enrolado em anônimos panos verde porque está frio. Nada de quentinho contato pele-a-pele. É levado para o berçário e lá fica por um tempo interminável. Ele chora. Ninguém atende. Se atendem lhe é dada uma chuquinha de glicósio para que se acalme. Finalmente dorme, exausto e só. Nada de peito, de cheiro da mãe, de calor da mãe, de olhos da mãe.

Ele já teve sorte porque até poucos anos atrás, as mãos que primeiro o agarravam também o soltavam pelo ar segurado pelos tornozelos e sua coluna até então enroladinha se esticava repentinamente provocando um choque que o fazia chorar. O médico ficava satisfeito, o bebê estava vivo. Se feliz também não sei.

Quando o parto é cesárea, a mãe deitada numa maca estreita tem os braços amarrados, como numa cruz, e o contato com o bebê é ainda mais distante e demorado.

Frédérick Leboyer, médico obstetra, foi um dos primeiros a sacudir a pia convicção de que o nascimento padrão era uma experiência positiva para o bebê. Ele é o autor de: “O bebê sorrindo”, ou na versão original (em francês): Nascer sem violência.

Nas últimas décadas chegou-se à certeza de que o bebê sente! Aliás, sua sensibilidade está à flor da pele, ainda não adquiriu o cascão de insensibilidade que permeia tantos adultos. O psquisismo intra-uterino do feto recebe os inputs do mundo externo e sobretudo daquele interno da mãe. O medo e as angústias dela chegam até ele. Por que haveria de ser diferente?

O que descrevemos é o parto moderno, ou seja “medicalizado”. Parto como doença, como um problema que o médico resolve, como um estorvo que se precisa remediar. Esqueceu-se que o parto é um processo fisiológico, o que significa que o corpo feminino está apto para dar à luz. Nasceu competente e capacitado. Os cursos de preparação para o parto só existem para reelembrar a mulher do que ela já sabe e pode fazer. E nesse sentido são indispensáveis.

O parto é conduzido por uma série de hormônios sensíveis às condições ambientais e emocionais da mulher (são produzidos se ela estiver bem, confiante, sentir-se acolhida e protegida num local seguro). O principal hormônio responsável pelo parto se chama ocitocina. Seu apelido é “hormônio do amor” porque ele está presente em todas as nossas relações prazerosas, como sexo, parto, refeições partilhadas, amamentação. A ocitocina faz as contrações acontecerem e sua produção alcança o pique máximo (que nunca mais será repetido na vida da mulher) logo após o nascimento, quando bebê e mãe deveriam estar em contato íntimo se reconhecendo e vendo pela primeira vez. Não a caso, em partos domiciliares naturais o pós-parto é eufórico. A mulher está pronta, atenta, bem. Levanta, toma banho e faz comida. Este estado pode durar dias. Eu mesma, três dias depois do nascimento de minha filha, queria repetir a dose.

A ocitocina sintética, gotejada na veia da mulher durante o trabalho de parto, acelera as contrações mas não tem as mesmas consequências comportamentais daquela natural. Ela não promove o vínculo. As endorfinas não são liberadas. Com a intensificação artificial das contrações a anestesia se torna uma rotina inevitável, pois o relaxamente entre uma e outra, que no parto natural permite ao útero e às emoções se recuperarem, agora é curto demais. A ocitocina artificial é como uma manada de búfalos carregando para cima da gente.

A anestesia é um recurso muito usado hoje em dia em todos os campos da medicina. A vantagem é que a dor passa. Mas, pela anestesia, perdemos qualquer tipo de controle sobre o nosso corpo e não vamos saber o que acontece conosco. Mesmo a manobra mais desajeitada do profissional mais incompente vai passar despercebida. No parto, a anestesia elimina a mulher como sujeito ativo do parto e reafirma o parto como um evento médico. É o médico que “faz” o parto, não ela. Existem hoje em dia médicos obstetras e anestesistas que conciliam o alívio artificial da dor com o ativismo da mulher, dando combinações analgésicas em doses que permitem andar e fazer força. Mas isso ainda não é comum.

A ausência da participação materna no nascimento é problemática. Experimentos com ovelhas mostraram que quando à mãe dá à luz com uso de anestesia, ela não reconhece seu filhote e o desconsidera. A isso se deve acrescentar que o bebê nasce drogado em total oposição ao sentido do nascimento que é um ato heróico: um novo ser vem ao mundo com esforço e em parceria com sua mãe (trabalho de parto). Este processo, além de limpar suas vias respiratórias (evitando que tubos no nariz e na garganta lhe sejam enfiados logo em seguida), permite-lhe expressar sua dignidade e valor. Ele pode. Ele é.

O começo da vida sempre foi e ainda é um rito de passagem. Qual é o sentido dos ritos modernos do nascimento? Mulheres passivas e assustadas, desenraizadas da centenária sabedoria feminina do dar à luz (e amamentar), nas mãos de médicos assépticos, distantes, educados, sorridentes e frios. Bebês impedidos de entrarem nesse mundo seguindo seu tempos e rítmos (cesáreas eletivas sem trabalho de parto, indução de parto), e manipulados como objetos, delicados mas sempre objetos. Mulheres e bebês começam respectivamente a maternidade e a vida pela amputação de sua força e coragem. São impedidos de afirmarem-se como subjeitos autônomos, individuais, únicos e competentes. O que se encaixa perfeitamente numa perspectiva de vida de seguidores e não de autores. Não sóis que ilmuninam seus próprios caminhos e contribuem para o aclaramento do que está à sua volta, mas pequenas luas que refletem a luz de fora.


Adriana Tanese Nogueira é filósofa, psicoterapeuta e escritora. Formada em Filosofia (Milão, Itália), e Psicologia Pós-Junguiana (linha Silvia Montefoschi, Milão, Itália) e Mestre em Ciências da Religião (Puc/SP), é idealizadora e coordenadora da ONG Amigas do Parto.

Artigo publicado no Jornal AcheiUsa, ano 8, n. 215 e 216 de Out.-Nov. 2008

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Rotina e consulta ao pediatra


Fomos à consulta de rotina e o meu BB está ótimo, porem não cresceu nada e emagreceu 45 gramas, teve gripe no mês passado e ficou sem apetite pelo fato do dente, mas mesmo assim o pediatra achou melhor entrarmos com suplemento vitamínico e com ferro, por incrível que pareça ele começou a tomar a medicação sábado e já esta mais gordo rsrsrs, esta comendo super bem, o que der para ele o danadinho devora, e nos orientou a dar a carne vermelha já, que seria oferecido a ele somente após os 09 meses, mas como esta muito ativo, engatinhando muito e muito agitado, queimando muitas calorias, então é melhor dar uma calibrada na alimentação dele para não faltar vitaminas no corpo e causar alguma deficiência de suplementos no seu desenvolvimento, dei fígado, músculo, coxão duro e ele está adorando tudo isso.
Adora e fica todo feliz quando dou um pedaço de carne na mãozinha dele para ele chupar ele adoraaaaa...., ficou somente os grão que será oferecido após os 9 meses, de resto já come de tudo, e passou a comer comida mais inteiras, para ir já se acostumando aos sólidos e sair das papas.
Essa semana o berçário entrou de férias e ele esta ficando com a avó materna, até o momento esta correndo tudo bem, a 03 finais de semana ele vinha mamando quando acordava e depois somente as 14:30, continuei mesmo assim mandando 3 medidas de leite materno, para ele tomar durante o dia no berçário, se ele estava tomando ou não eu não sei, pois minha sogra tentou dar o leite pela manhã, ele não quis de forma alguma, ou seja será que ele estava mesmo tomando no berçário 120 ml como vinha sendo marcado na agenda????
Ele passou a usar o copo de transição para tudo, ou seja, não toma mais leite na mamadeira e eu estou muito, mas muito feliz, pois queria demais tirar a mamadeira dele, e ele nunca fez questão também, tomava nela porque ofereciam no berçário, creio que se fosse dado o leite no copo ele beberia, enfim  a mamadeira já foi abolida (viva, viva,viva), agora só falta a chupeta rsrs, mas isso não ligo pois ele usa apenas para dormir e quando usa.
Por um lado me senti um pouco triste esses últimos dias, pois já estava no automático aqui tirar leite 03 vezes ao dia e agora passei a tirar uma única vez, tenho a sensação de que estou esquecendo algo sabe, mas sei que irei me acostumar, esse é o percurso da vida, em breve ele mesmo não vai querer mais mamar, então tenho que ir me acostumando tudo é uma fase, afinal eu crio o filho para o mundo para Deus, ele é emprestado para eu cuidar e amar e não para ser eternamente minha posse, será eternamente meu filho amado, mas não minha posse, minha propriedade.

Bjão
Sara Rodrigues

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Afeto


Uma vez bem antes de engravidar li não me lembro aonde, que se eu estivesse em total sintonia com meu corpo eu poderia saber que estava grávida mesmo sem fazer teste algum, e de fato me apeguei a isso e quando engravidei com 3 dias já tinha certeza que estava grávida, após 27 dias confirmei a gestação, estava grávida de 1 mês.
Podem me chamar de  louca, ou que estou inventando, não ligo tenho pessoas vivas e não viva que sabem desta história, pois eu apostei que estava grávida, mesmo com tão pouco tempo eu já sabia...
É com esse autoconhecimento que tento adivinhar o que meu filho tem, sente, gosta etc, quando estamos ligados as almas conversam,não precisa de palavras, apenas olhares.
Confesso que no começo após o nascimento do Pablo tudo era estranho, tudo parecia ser confuso e eu tinha quase certeza que não entenderia seu choro, mas não, eu sabia o significado de cada murmuro,  sabia quando era dor (cólicas), desconforto (fraldas sujas, calor ou frio) e claro quando era fome, levou uns 20 dias para eu entender direito, mas funcionou.
Hoje não preciso me esforçar muito pois ele já consegue fazer muitos gestos que falam por si só o que ele deseja, mas nada fala melhor do que os olhos dele me olhando parece que rompe minha alma na hora em que esta mamando, ele me olha como que se dissesse: obrigada mamãe por ficar horas acordada me alimentando, por não ligar em não poder ter muita liberdade de horários pois na hora certa eu quero mamar e você tem que estar disponível para me alimentar, confesso que tirando a hora das gargalhadas dele essa é a hora mais feliz, a hora de amamenta-lo e sei que esta hora esta acabando, meu leite já vem secando e sei que em meses ele não será mais alimentado com leite materno, vou sofrer, eu já sofro só de pensar no fim, mas isso é só o começo das mudanças e independências que está por vir por parte dele...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Tosse e falta de apetite


Pablo semana passada parou de comer comidas solidas, já não tava comendo muito bem, e definitivamente parou, tentávamos dar comida a ele e o mesmo  travava a boca, e la vem a imaginação da mãe doida varrida...

Será que forçaram ele comer no berçário e agora ele está assim com trauma? e começou a passar zilhões de besteiras na minha mente.... e olha que trabalho o dia todo e trabalho demais, mal tenho tempo para pensar direito.... mas essas atitudes dele me fez pensar muito...
Continuando... fomos ao pediatra afinal ele estava doente com muita tosse e parou de comer... e a primeira coisa que eu falei quando cheguei no consultório: Cacá ele não come mais nada o que pode ser, ai ele com toda sabedoria de vivencia me disse: ele esta reunindo todas as forças dele para se curar,  fica tranqüila quando ele estiver 100% voltara a comer e comerá muito se preparem, ufa que alivio ouvir essa informação, ele esta mamando super bem, só os sólidos que não quer de jeito algum, então vamos esperar ele melhorar e ver no que dá.
Mas isso me fez pensar: e se alguém maltratar meu bebê como saberei?, e ao mesmo tempo já respondi a pergunta que eu mesma fiz rsrsrs, INSTINTO MATERNO NÃO FALHA.

Deixamos ele no berçário,  ele sempre está sorrindo com todos, vai no colo das tias feliz, o pai dele foi 3 vezes semana passada de surpresa no berçário, entrou batido até onde ele fica, para ver se pegava algo né,  e todas as vezes ele estava feliz, em uma das vezes a tia tava até ninando ele no colo, (coisa que não fazemos em casa rsrsrsrs), então não tenho porque me preocupar no momento, mas isso me aterroriza, vejo algumas matérias sobre pais, tias de escola, babas etc que maltratam crianças e tenho pavor em pensar nisso.
As vezes olho para meu filho dormindo e me pergunto: como pode alguém maltratar um ser indefeso que nem falar sabe?.... o Mundo é cruel os seres humanos são cruéis....


Bjos

Sara Rodrigues